quinta-feira, 31 de maio de 2007

Os meus livros...

BAPTISTA, Carlos, Os Marisqueiros de Vila do Bispo – Ensaio Etnográfico, Algarve em Foco Editora, Faro, 1995. Prefácio de João da Rocha Pinto e Fotografias de Rui Cunha.

BAPTISTA, Carlos, CLÍMACO, Teresa, O Traje Tradicional da Estremadura Portuguesa – contributos para a sua caracterização, Cadernos de Etnografia do Bombarral, n.º 1, Museu Municipal de Bombarral/Pelouro da Cultura da C.M.B., Bombarral, 1998.

BAPTISTA, Carlos, e All., Da Serra do Picoto à Várzea de S. Mamede – Roteiro Patrimonial e Arqueológico, Câmara Municipal do Bombarral/Pelouro da Cultura, Bombarral, 1999.

BAPTISTA, Carlos, e All., Saberes da Vida - Memórias de Antigas Profissões, Cadernos de Etnografia do Bombarral, n.º 2, Museu Municipal de Bombarral/ Pelouro da Cultura da C.M.B., Bombarral, 2000.

BAPTISTA, Carlos, Guia Turístico Ambiental do Concelho de Vila do Bispo, Edição GEOTA/C.M.V.B., Vila do Bispo, 2000.

BAPTISTA, Carlos, Os Marisqueiros de Vila do Bispo – Ensaio Etnográfico, Junta de Freguesia de Vila do Bispo, Vila do Bispo, 2001, 2.ª edição. Fotografias de José de Deus Rodrigues e Rui Cunha.

BAPTISTA, Carlos, Os Guardiães do Litoral Oeste, LeaderOeste, Cadaval, 2004. Fotografias de José de Deus Rodrigues.

BAPTISTA, Carlos, Faina na Lagoa – Os Pescadores e Mariscadores da Lagoa de Óbidos, LeaderOeste, Cadaval, 2005. Fotografias de José de Deus Rodrigues.

BAPTISTA, Carlos, CARVALHO, Delmar, Os Coretos do Distrito de Leiria, INATEL, Lisboa
(no prelo).

Invasão oriental

As lojas chinesas têm vindo gradualmente a proliferar nas nossas aldeias, vilas e cidades. Exploradas por cidadãos naturais da República Popular da China, vendem barato, não importa bem porquê. Passada a moda das chamadas lojas dos 300, é isto que o cidadão médio português quer. Nada a assinalar, numa concorrência económica marcada cada vez mais pela era da globalização.

Por trás desta verdadeira invasão oriental, que já nos incomoda, residem vários aspectos: o facto de irem ocupar lojas, com rendas altíssimas, em zonas que ninguém pegava, dados os preços exagerados e só vendem produtos Made in China.

Diz-se que as rendas altíssimas das lojas, são pagas directamente pelo governo chinês, que como contrapartida exige aos donos, a venda de produtos oriundos da China!...

O governo Português isentou estes comerciantes estrangeiros do pagamento de IRC, durante 5 anos e as máfias chinesas, seguindo uma estratégia económica de implantação no Ocidente, aproveitam tal facto, para lhes imporem uma sobrefacturação.

Porque são tão baratos os artigos chineses? Enquanto o comerciante português está envolto de impostos, os comerciantes chineses a operar em Portugal tomam conta do pequeno e médio mercado.
E o que dizer do controle de qualidade dos artigos que estas lojas vendem? E da obrigação de etiquetagem em Português? E a garantia obrigatória aos produtos?

E nós, o que dizemos a isto? A Europa da União que tanto preza a liberdade, a igualdade de oportunidades e a justiça, assiste com indiferença e ignora habitualmente esta praga comercial oriunda do oriente. Como ignorou no passado a invasão colonial do Tibete, pelas tropas desta China comunista, que mais parece capitalista.

Não posso dizer que não entro nas lojas chinesas. Mas este assunto não deixa de me incomodar e assaltar-me insistentemente, o facto de que os produtos Made in China, são muitas vezes feitos com material da mais baixa qualidade, alguns deles suspeitos, prejudiciais à saúde e confeccionados com base na exploração de mão-de-obra, inclusivé infantil, em situação de verdadeira escravatura.

Carlos Maximiano Baptista